terça-feira, 19 de outubro de 2010

Nowhere Man - The Beatles





He's a real nowhere man,
Sitting in his nowhere land,
Making all his nowhere plans
for nobody.

Doesn't have a point of view,
Knows not where he's going to,
Isn't he a bit like you and me?

Nowhere man, please listen,
You don't know what you're missing,
Nowhere man, the world is at your command.

He's as blind as he can be,
Just sees what he wants to see,
Nowhere man can you see me at all?

Nowhere man, don't worry,
Take your time, don't hurry,
Leave it all 'till somebody else
Lends you a hand.

Doesn't have a point of view,
Knows not where he's going to,
Isn't he a bit like you and me?

Nowhere man, please listen,
You don't know what you're missing,
Nowhere man, the world is at your command.

He's a real nowhere man,
Sitting in his nowhere land,
Making all his nowhere plans
For nobody.
Making all his nowhere plans
for nobody.
Making all his nowhere plans
For nobody.


Comentário: Baita música dos Beatles e uma letra inspiradíssima do Lennon, acredito que todo mundo, pelo menos uma vez na vida, já se sentiu um "homem de lugar nenhum".
Essa é para aquelas pessoas que dizem que as letras dos Beatles não eram boas. 

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sobre o Cisne de Stéphane Mallarmé - Eduardo Guimaraens

Un gygne d´autrefois se souvient que c´est lui.
Stéph. Mallarmé

Um Sonho existe em nós como um cisne num lago
de água profunda e clara e em cujo fundo existe
outro cisne alvo e triste, e ainda mais alvo e triste
que a sua forma real de um tom dolente e vago.

Nada: e os gestos que tem, de carícia e de afago,
lembram da imagem tênue, onde a tristeza insiste
por ser mais alva, a graça inversa em que consiste
a dolente mudez de um espelho pressago.

Um cisne existe em nós como um sonho de calma,
plácido, um cisne branco e triste, longo e lasso
e puro, sobre a face oculta de nossa alma.

E a sua imagem lembra a imagem de um destino
de pureza e de amor que segue, passo a passo,
este sonho imortal como um cisne divino!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

No Brasil o Estado é laico, mas a política, não.

A religião é um fenômeno bem presente na vida de algumas pessoas. Todos os dias igrejas e templos das mais variadas crenças são lotados por fiéis para agradecerem, pedirem ou simplesmente conectarem-se com sua entidade de preferência a fim de preservar e ou salvar seu bem mais valioso, a alma imortal.

Na constituição federal brasileira, o Brasil é um Estado laico. Embora o preâmbulo da Carta Magna invoque a proteção de Deus e seja comum vermos símbolos religiosos pendurados em repartições públicas, vemos o artigo 19 proibir a vinculação e separar o Estado de qualquer religião como deve ser e é em qualquer lugar civilizado do mundo.

Nas eleições presidenciais de domingo, há quem afirme que a religião foi o aspecto decisivo no seu resultado. De um lado, um grande número de votos responsáveis pelo excelente desempenho da Marina Silva veio dos evangélicos, iguais da candidata.
Do outro lado, a candidata Dilma Rousseff perdeu uma farta fatia de votos que receberia por algumas especulações a respeito de sua condição ateísta e por suas posições frente à legalização do aborto tema capital para os religiosos.

A vantagem dela frente ao candidato José Serra é grande. Vai ser difícil reverter esse número, mas pelo sim pelo não, Dilma, sob  a influência de marqueteiros em cólicas, agradeceu além dos companheiros de campanha, aliados e eleitores, a Deus pelos milhões de votos alcançados.

Aí vem aquele religioso Espírito de Porco e diz: Nada como um aperto para um ateu começar a creditar em Deus.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Bem-vindo, Carpa!


Paulo César Carpegiani é o novo técnico do São Paulo.
Ele chega com a dífícil tarefa de recuperar um time apático que apesar de contar com um bom elenco, não consegue apresentar um futebol vistoso e nem ao menos eficiente e tentar conseguir uma vaga na Libertadores do ano que vem.

Ao contrário da grande parte de são-paulinos que falei hoje, considero um excelente nome para assumir o comando técnico da equipe. Carpegiani fez um excelente trabalho em 1999 no tricolor, levando um time limitado que contava com figuras como: Paulão, Nem e Wilsão, Sandro Hiroshi e Jaques a duas semifinais – a do brasileiro e do paulista, sendo eliminado nas duas pelo Corinthians nos pênaltis.
Ainda vale lembrar que aquela equipe corintiana era muito superior ao time tricolor. Jogavam lá: Dida, Marcelinho Carioca, Vampeta e Ricardinho entre outros.

Carpegiani tem fama de inventor e de pé frio. Quanto à primeira afirmação, acho injusta. Para mim, ele é um treinador atento às inovações técnicas mundiais e utiliza com sabedoria o expediente de observar as características técnicas dos jogadores e as aproveita da melhor maneira possível. (Alguém aí se lembra quanto rendeu o Nem em suas mãos ou da escelente campanha que fez com a seleção paraguaia na Copa do Mundo de 1998?) Quanto à segunda afirmação, gostaria de lembrar que ele foi técnico do melhor time que eu já vi jogar, o Flamengo do começo dos anos 80 e lá ganhou tudo o que um técnico poderia ganhar: o Estadual, o Brasileiro, a Lbertadores da América e a Copa Intercontinental.

Bem-vindo, Carpa!

Edu, se segura que os “Círculos Flutuantes" estão voltando!