terça-feira, 18 de maio de 2010

Willem de Kooning

Willem de Kooning nasceu em Rotterdam, na Holanda, em 19/04/1904, mas foi nos Estados Unidos, país em que chegou em 1926, que se tornou mundialmente famoso e revolucionou a arte no pós-guerra ao fazer parte do grupo de artistas conhecidos como New York School, que tinha em suas fileiras artistas como Jackson Pollock e Arshile Gorky.

Um dos principais nomes do Expressionismo Abstrato, especialmente da vertente que era conhecida como Action Painting, de Kooning começou a definir seu estilo nos anos 30 quando começou a utilizar abstração e formas biomórficas em composições geométricas simples. Chegou à maturidade com a famosa série Mulheres, onde são mostradas formas femininas chocantes e fantasmagóricas em meio a pinceladas selvagens e cores nervosas.

Nos anos 80, afetado pelo Mal de Alzheimer, sua pintura se distancia  do estilo que o havia consagrado. Seus quadros passam centrar em paisagens abstratas em cores primarias. Morreu em East Hampton, Nova York, em 1997.

Woman(Untituled) 1961 

 Woman 1950/1951
Excavation, 1950
Figure And Landscape No. 2, 1951
 Man 1961
Queen of Hearts 1943/48
 Secretary 1948

Sphinx 1964
 Sutdy of Woman IV 1932
Untitled XI 1975

Untitled 1967


Two Women in the Country,1 954
 Woman 1950 

Woman, Verso Untitled 1948
Woman ,1950
Woman 1951/52
Woman ,1953
Woman 1962

Woman 1964

terça-feira, 4 de maio de 2010

Abraços Partidos - 2009


Pedro Almodóvar é o principal nome do cinema espanhol da atualidade. O diretor tem um estilo inconfundível e bem sucedido onde melodrama, suspense e comédia dão sustentação para a exploração de temas como: desejo, família, violência, amor e loucura, tudo harmoniosamente misturado. Almodóvar é um dos maiores realizadores do cinema mundial de todos os tempos e um dos cinco maiores diretores em atividade, mas verdade seja dita: Abraços Partidos (Los Abrazos Rotos- 2009 )seu último filme, é sofrível!

O filme narra de maneira tragicômica e com traços noir a história de Mateo Blanco (Lluis Homar), ex-cineasta que fica cego após um acidente. Sem poder desempenhar a antiga função, por conta de sua nova condição, passa a ser um roteirista e adota o pseudônimo de Harry Caine. Certo dia, um diretor de cinema aparece em seu escritório e lhe oferece um trabalho que o fará trazer à tona velhas lembranças e antigos sentimentos.

As lembranças de Caine/ Blanco nos são reveladas em conversas que este tem com seu assistente Diego (Tamar Novas) e vemos um triângulo amoroso avassalador repleto de traição, ciúmes e paixão formado por além de Blanco, por Lena(Penélope Cruz) e por Ernesto Matel (José Luis Goméz).

A grande derrapada do diretor está, em minha opinião, na falta de habilidade em costurar a trama e revelar os mistérios, tudo soa gratuito , sem sabor e previsível. O filme foi feito com muita paixão e de maneira muito pessoal, o que conta pontos a favor do diretor, mas é pouco, por se esperar muito quando tem algum projeto que envolva seu nome.

Um filme precisa ser concluído ainda que às cegas” Diz a personagem de Homar no último take do filme. Discordo! Nem todo filme precisa ser concluído e “Abraços partidos” é um desses que podia permanecer inacabado. Decepcionante!


segunda-feira, 3 de maio de 2010

Sidarta - Hermann Hesse


Resolvi adentrar a obra do respeitado e premiado escrito alemão Hermann Hesse (1877-1962), em seu romance Sidarta, escrito em 1922, livro que é baseado na historia do Buddha histórico (Siddhärtha Gautama), por um único motivo: admirar os preceitos ontológicos e ter grande curiosidade e apreço pelo sistema religioso-filosófico presente no Budismo.

Com uma narrativa bela, ágil e quase poética Hesse nos narra o caminho tortuoso e redentor de Sidarta, filho de Brâmanes, agraciado com bela aparência, grande carisma e inteligência acima da média, mas repleto de dilemas existenciais, em direção à iluminação.

Longe de tecer um tratado religioso ou de criar uma obra destinada a auto-ajuda como o mote pode sugerir, Hesse fez literatura da mais alta categoria. Ele dividiu a figura histórica do Sidarta Gautama em dois: um é Gotama, o líder espiritual consagrado pela historia – o outro é Sidarta, um andarilho rebelde que rejeita qualquer fórmula pronta e dogmas estabelecidos para se chegar à iluminação. O caminho, para Sidarta, é pela via direta da experiência pessoal.

A narrativa se concentra em Sidarta e evidencia o inconformismo e rebeldia de seu espírito. Quando jovem deixa o conforto de sua casa e a proteção do pai e rompe com a religião que fora criado para iniciar sua caminhada em busca da sabedoria. Em companhia de seu fiel amigo Govinda passa a ser asceta Samana, mas logo nota que não alcançaria seu objetivo dentro de idéias de outros. Abandona os antigos mestres e segue em seu caminho junto com o amigo.

Em seguida encontra-se com Gotama, o sublime. E apesar de reconhecer a iluminação no líder e a perfeição de sua doutrina, não vira um seguidor deste, pois segue fiel a sua busca por iluminação individual e não acredita que a alcançará pelas idéias e pelo caminho de outro. Nesse momento Sidarta se separa de Govinda, que vira seguidor de Gotama, e segue sua procura pela iluminação.

Logo em seguida, Sidarta conhece a cortesã Kamala de quem vira amante e lhe dará um filho, e o comerciante Kamasvami, de quem vira sócio. O homem passa viver os confortos e prazeres de uma existência mundana o que abre um grande vazio em seu peito. A gula, a luxúria e o hedonismo, apesar de massacrarem o espírito de Sidarta, foram extremamente necessários para ele se conhecer e evoluir. Sidarta termina seus dias como um balseiro feliz em harmonia com a natureza e realizado por ter tido uma vida de autoconhecimento e de, em certos momentos, ter, de fato, alcançado a iluminação.

Das mais variadas indagações que esse maravilhoso e desconcertante livro levanta, a meu ver, duas grandes mensagens são deixadas para os leitores: a cultura ocidental extremamente competitiva, materialista e descartável sempre vai impedir o homem de alcançar a felicidade. E como superar isso nos dias de hoje? Bom, essa é a segunda mensagem que o livro deixa: Não existe fórmula. Para cada pessoa é de um jeito.
Então... Vá à luta, companheiro! Tá esperando o quê?