quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Fome de Viver (The Hunger) - 1983



O ano era 1983. O irmão mais novo – e menos talentoso - de Ridley Scott, Tonny, fazia seu debute no cinema americano. Fome de Viver (The Hunger), um filme de terror cheio de estilo que renovava o mito do vampirismo, cuja fórmula já apresentava um grande desgaste. O filme teve um desempenho abaixo das expectativas na época de seu lançamento, mas conquistou o status de cult e ainda hoje, 26 anos depois, mantém o charme, o impacto e a legião de fãs.


Deneuve e Bowie

Na trama vemos Miriam Blaylock (Catharine Deneuve, belíssima), uma vampira milenar que passa os dias tocando piano, arrumando amantes e rasgando-lhes os pescoços atrás de sangue, claro que com muita classe e estilo. Ela tem um companheiro tanto na música como na matança, John Baylock ( David Bowie). John não é tão velho quanto Mirian, mas já tem alguns séculos de idade e diferente da parceira, em uma certa manha, começa apresentar sinais de envelhecimento. Preocupado, procura ajuda com uma médica especialista em casos de envelhecimento, a Doutora Sarah (Susan Sarandon).
Mas não é só John que se interessa pela médica. Miriam, ao perceber que o caso de John é irreversível encontra em Sarah uma substituta para o amante, que envelhece em uma velocidade aterrorizante.


Deneuve e Sarandon

Com um trabalho de elenco excelente: Deneuve está prefeita com sua beleza gélida, distante e sedutora; Sarandon também dá um show emprestando inconformismo, fragilidade e força na medida que sua personagem pede; e David Bowie, que consegue um resultado surpreendente passando toda melancolia silenciosa de uma pessoa que viveu séculos e de repente, em um único dia, vê seu corpo envelhecer sem poder fazer nada.


Deneuve e Sarandon

A maioria das cenas do filme se concentra na mansão de Mirian, que em conjunto com a fotografia escura e a trilha sonora melancólica – Bauhaus, Schubert entre outros - criam uma atmosfera soturna e fantasmagórica.

Assim como a direção de arte elegante, a fotografia gótica, trilha sonora sorumbática e o roteiro spleen-romântico, a sensualidade do filme também contribuiu para formação da aura cult que o filme carrega até hoje. É inesquecível, embora hoje em dia nem tão ousadas, as cenas protagonizadas pela dupla Denevue /Sarandon. Lembro que nos meus tempos de adolescente, eu e meus amigos sonhávamos em encontrar uma dupla de vampiras como aquela.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Mundo Imaginário Do Doutor Parnassus - Terry Gillian




Sempre foi assim. Desde os tempos do genial Monthy Python, a matéria prima principal do trabalho do americano Terry Gillian, sempre foi a fantasia. Todos os seus trabalhos como diretor, ainda na trupe inglesa, como tresloucado “Monthy Pynthon Em Busca do Cálice Sagrado” de 1971 (Monty Python and the Holy Grail), posteriormente, passando pelos excelentes e cults “Brazil” de 1985, “As Aventuras do Barão Munchausen” de 1988(The Adventures of Baron Munchausen), “O pescador de ilusões” de 1991 (The King Fisher), “Os 12 Macacos” de 1995 (Twelve Monkeys), e “Medo e delírio” de 1998 (Fear and Desire), o mundo que o diretor apresenta é um lugar onírico, barroco e surreal que esbanja criatividade e poesia. Adoro seu trabalho!

Seu mais novo filme, O Mundo Imaginário Do Doutor Parnassus (The Imaginarium of Dr. Parnassus) além do humor delirante e da sutil critica ao modo de vida acelerado ocidental, possui essa qualidade excepcional, tudo no filme, desde os figurinos criativos e extravagantes - a direção de arte onírica - o trabalho do elenco quase caricato - leva o espectador a uma viagem mágica à fantasia.


Na trama conhecemos uma trupe de teatro mambembe formada pelo: Doutor Parnassus (Cristopher Plumer), Valentina (Lily Cole), filha de Parnassus; Percy (Verne Troyer) e Anton (Andrew Garfield) que percorrem as ruas de Londres oferecendo diversão e fantasia para os espectadores. Entretanto, nem tudo está bem para o grupo. Parnassus, um homem com milhares de anos de vida que perdeu uma aposta com Nick, o diabo (Tom Waits), e tem que entregar a alma de Valentine.


Junta-se a trupe Tony (primeiramente interpretado por Health Ledger, morto no meio das filmagens e depois substituído pelos atores Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell – uma puta sacada, dado o aspecto delirante do filme), um golpista perseguido pela máfia que perde a memória após uma simulação de suicídio. O malandro aparece na vida do grupo em boa hora, pois o diabo sugere outra disputa com Parnassus para ver quem consegue mais almas, e Tony vai usar toda sua lábia para ajudar o imortal na peleja com o tinhoso.

Mais que filmes, Gillian oferece experiências visuais de beleza plástica incomuns. Toda sua equipe técnica parece ter acesso aos seus delírios. Principalmente a fotografia de Nicola Pecorini, os efeitos especiais de Mike Vézina e a direção de arte de Dan Hermansen e Denis Schnegg.

O filme é bom e apaga a má impressão que Gillian tinha deixado com o seu último e desnecessário: Contraponto de 2005. Quem se permitir, fará uma bela viagem ao mundo louco e delirante do Diretor!


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A Fita Branca / 2009 - Michael Haneke



A visão que o diretor austríaco Michael Haneke tem da humanidade não é das mais animadoras e nem das mais confortáveis. Seus filmes são um mergulho impactante nas camadas mais obscuras da personalidade humana. Todos os mantos e as máscaras sociais são desmontados na frente da sua câmera, o homem, tanto individualmente como coletivamente é reduzido a sexo e estômago. Foi assim com seu ultraviolento “Violência Gratuita” (Funny Games de 1997), o demolidor “O código desconhecido” (Code Inconnu - Récit Incomplet de Divers Voyages de 2000), com o seu filme de amor sado-masoquista "A professora de piano" (La Pianiste, 2001) e o intrigante Cachê de 2005.
Entretanto, Haneke tem um grande diferencial para a maioria dos cineastas modernos que compartilham esse mesmo niilismo quanto ao ser humano: o austríaco consegue extrair poesia dessa temática. Não uma poesia bonitinha e colorida, mas uma que espanta e incomoda.

A fita branca” (Das weisse band) de 2009, mais novo trabalho do diretor, tem tudo isso é mais um pouco. A narrativa se passa em um povoado prussiano no inicio do século passado, mas exatamente em 1913 - ano que precede o início da Primeira Guerra Mundial - e é um estudo para a natureza maléfica do homem. O filme não é somente uma alegoria para a formação da origem do mal daquele país que protagonizou uma dos episódios mais sangrentos e bárbaros da história moderna, o nazismo e suas consequências, mas para a humanidade em geral.

O filme se passa em uma aldeia alemã que tira a subsistência na agricultura, seus habitantes têm a vida regida pelos severos preceitos morais do puritanismo protestante e as relações são dadas de maneira vertical e autoritária entre os pais e os filhos; entre os homens e as mulheres e entre os aristocratas e os camponeses.

A narrativa se da através de um jovem, o professor da vila, que vai investigando e relatando os misteriosos e cruéis atos que se passam naquele fatídico verão, transformando a rotina de todos os habitantes da vila e instaurando o medo na comunidade. O próprio narrador avisa que não têm certeza de todos os fatos e sua investigação se torna inútil, a passo que ele não descobre a identidade dos agressores, mas a mensagem de Haneke é clara: a maldade está ao alcance de todos e é fruto de fatores como a repressão (seja ela de qualquer forma), intolerância e o autoritarismo. A caracterização das crianças da vila no filme é bárbara, por um lado são irritantemente cordiais e atenciosas, por outro são diabólicas e cruéis. Haneke negou ser uma personificação da formação daqueles que viveram na época do nazismo apesar da história se desenvolver na Alemanha e a época coincidir, mas dotado de sutileza e inteligência, Haneke, não induz e não decreta nada, apenas faz o espectador pensar a respeito.


A estilosa e bem cuidada fotografia em preto & branco e a quase ausente trilha sonora – possa estar enganado, mas no filme só há músicas incidentais – contribuem para o clima opressivo do filme. Bem como a direção de arte perfeita e a direção de atores competente (destaque especial para as interpretações infantis) contribuem para a sua elegância. Há ecos de “O Ovo da Serpente” de Bergaman no filme, mas a crueza de Haneke e mais severa e direta. A fita branca é uma obra prima da maldade e da crueldade!

O Filme venceu a palma de ouro em Cannes esse ano e está sendo exibido na mostra internacional de São Paulo. Não pretendo ver muitos filmes esse ano na mostra, mas já tenho a minha listinha e duvido que outro filme desse ano me surpreenda mais que esse aqui.

Filmão!



quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Frederico Garcia Lorca


O POETA PEDE A SEU AMOR QUE LHE ESCREVA

Amor de minhas entranhas, morte viva,
em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.
O ar é imortal. A pedra inerte
nem conhece a sombra nem a evita.
Coração interior não necessita
o mel gelado que a lua verte.

Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias,
tigre e pomba, sobre tua cintura
em duelo de mordiscos e açucenas.
Enche, pois, de palavras minha loucura
ou deixa-me viver em minha serena
noite da alma para sempre escura.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Um Rock and Roll para Murilo Mendes

"O menino experimental benze o relâmpago."
Murilo Mendes em “o menino experimental”

Entre deus e o não-deus - demônio?
Entre o sonho e o não-sonho - realidade?
Entre o fim e o não fim - começo?
Entre o tudo e o não tudo - nada?
Dança sem pressa o menino experimental.

(Roberto Valerio Jr.)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Teorema da incompletude - Manoel de Barros

A maior riqueza do homem
É a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como
sou, eu não aceito.
Não agüento ser apenas um
Sujeito que abre
Portas, que puxa válvulas,
Que olha o relógio, que
Compra pão às 6 horas da tarde,
Que vai lá fora,
Que aponta lápis,
Que vê a uva, etc, etc,
Perdoai
Mas eu preciso ser outros
Eu penso renovar o homem usando borboletas

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A Boca do Poeta - um poema para Manoel de Barros

"O poeta é um ente que lambe as palavras e depois se alucina"
(Manoel De Barros)

Na boca do poetas vivem idéias
Que sonham serem verdadeiras:
Doces feitos de amoníaco e carne decomposta,
Macias como uma saudade ígnea
Que sofrem a ilusão da pérola.

A boca do poeta inventa auroras;
Nascimentos de estrelas;
Caixas que guardam o nada;
Roupas de gala para insetos;
E por afim, apocalipses em tecnicolor.

A boca do poeta é astuta,
E desengole pestes que bailam.
Aplica golpes de capoeira,
E dança tango com o universo
Ao som de uma música que nunca nasceu.

A boca do poeta não arruma dinheiro,
Ou ensina os meninos natimortos a rezarem.
Não decreta a medida quântica.
Não destila a ética, nem adocica a moral.
Mas cria a fumaça do açúcar, matéria essa que inventa o medo, a dor e o amor.

A língua do poeta arde refrescantemente.
Como o abraço de uma estrela imortal.
É lar de besouros, batráquios e formigas,
Seres que falam a língua das águas.

A Boca do poeta, por fim,
Cria desfile de imagem translúcidas.
Inventa a palavra esquecida
Que tenta explicar o nada falando tudo,
Ou que explica tudo falando nada.

O poeta jamais acredita em sua boca!

Roberto Valerio Jr.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Johnny Cash




Johnny Cash foi à fênix da música popular americana. O homem de preto nasceu para a música nos longínquos anos 50, em que foi um dos precursores e criadores do rock and roll e do rock a billy. Morreu algumas vezes, a partir de meados dos anos 60: quando foi preso por tráfico de drogas, quando tentou suicidar-se e quando se isolou para vencer o vício das drogas, e para cada morte, tal qual o pássaro mitológico, Cash se erguia das cinzas com muita luta e muita integridade e lançava discos que retratavam toda essa luta e esse sofrimento. Que é o caso do clássico “Johnny Cash at Folsom Prison” de 1968, gravado dentro da prisão estadual de Folson e um os melhores álbuns ao vivo de todos os tempos.

No começo dos anos 90, Cash, desligou-se da Columbia Records e quando todos esperavam que criativamente o homem de preto estivesse morto, renasceu novamente ao firmar parceria com o produtor Rick Rubin do selo independente American Records e lançar a série “American”.

Composta por 4 discos, a série tinha a proposta de lançar Cash re-gravando músicas de artistas dos mais variados estilos, junto com algumas musicas antigas do compositor e poucas músicas novas.


American Recording foi lançado em 1994 e fez o compositor fazer as pazes com a critica e com o público. Com covers de Kris Kistoferson “Why my lord”, Leonard Cohen “Bird on a wire”e Tom Waits “Down there by the Train” e outras canções de pórpia autoria.



Unchained, de 1998 trazia canções de Beck “Rowboat”; Soundgarden “Rusty Cage” e Tom Petty “ Southern Accents". Petty ainda participou como músico nas gravações que teve a participação de Flea (baixista do Red Hot Chili Pepers) e Mick Fleetwood do Fleetwood Mac.


American III: Solitary Man - foi  lançado em 2000 é o terceiro álbum da série e contém músicas de Neil Dimond “Solitary men”; U2 “One” e Nick Cave “The Mercy Set". Cash ganhou o gramy para interpretação masculina para "Solitary man".


O quarto e último álbum da série é o melhor de todos como também um dos  melhores na década:. American IV: The Man Comes Around. Lançado em 2002 foi o último disco lançado por Cash. No álbum, grandes interpretações do cantor para músicas de:  Nine Inch Nails “Hurt"; Depeche Mode “Personal Jesus”; Eagles “Desperado”; Beatles “In My Life” e “The Man Comes Around”, de sua própria autoria.

A vídeo-clipe de Hurt é uma das coisas mais emocionantes e comoventes que já vi na vida. Jonnhy Cash colocou muito sentimento em sua interpretação da música quase biográfica, pois os versos melancólicos e tristeza da melodia de Trent Reznor parecem e muito com a vida do Homem de preto.

Abaixo o video-clip e a letra da música.





Hurt
Johnny Cash
Composição: Trent Reznor

I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real
The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything

(Chorus)
What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end
And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt..

I wear this crown of thorns
Upon my liar's chair
Full of broken thoughts
I cannot repair
Beneath the stains of time
The feelings disappear
You are someone else
I am still right here

(Chorus)
What have I become?
My sweetest friend
Everyone I know goes away
In the end
And you could have it all
My empire of dirt
I will let you down
I will make you hurt
If I could start again
A million miles away
I would keep myself
I would find a way

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Roy Lichtenstein

A pop art foi um movimento artístico que promovia uma discussão à cerca do conceito de arte e da cultura de massa, re-introduzindo o cotidiano e o popular na arte. Além de renegar o expressionismo abstrato, que dominava o cenário mundial desde o inicio do século passado.

O movimento nasceu na Inglaterra em meados dos anos 50, mas foi nos EUA que alcançou sua mais representativa fase. Roy Fox Liechtenstein nasceu em Nova Iorque, em 1923 e foi um de principais nomes do movimento.

Dentro dos preceitos estéticos do movimento, o artista desenvolveu um estilo original, baseado nos desenhos de historias em quadrinhos, o que preenche sua obra de nostalgia e elegância, apesar de tecnicamente conter traços e cores simples.

Os preceitos temáticos da pop art também são claros na sua obra. A exploração dos signos massificados, como os cartoons e a linguagem publicitária, que  são expostos para contestar a linguagem, as formas artísticas e o consumismo.

Linchtenstien morreu em nova Iorque em 1997.

Para conhecer mais: http://http://www.lichtensteinfoundation.org// (em inglês)



Forget It! Forget Me! - 1962


Drowning Girl - 1963


In the Car - 1963


Crying Girl - 1964


World's Fair Mural - 1964


Grrrrrrrrrrr! - 1965


 Atom Burst, 1966

Alka Seltzer (drawing) - 1966

Artist's studio The Dance - 1974

Stepping Out - 1978

Interior With Water Lilies - 1991

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Algo que Você Precisa Saber - 2008





Depois de umas semanas vendo filmes pesados e obscuros como o terror sueco “Deixa ela entrar”; a comédia de guerra do Tarantino, “Bastardos Inglórios”; e o suspense meia boca do afetado Domenic Sena “Terror no ártico”, nada melhor que uma comédia delicada e inteligente para ficar mais leve. O filme “Algo que Você Precisa Saber (Quelque Chose a Te Dire)”, produção francesa escrita e dirigida pela belga Cécile Telerman cumpriu bem essa função.

O filme é um mergulho na fixação francesa de entender, ou de tentar, as relações humanas dentro de uma das suas mais representativas instituições, a família. Assim nos é apresentada a família Cellier, perfeita por fora e cheia de falhas por dentro. Ou seja, a verdadeira família-margarina... Todos à mesa, reunidos para as refeições onde, além dos pratos (normalmente à base de arroz) são apresentados as dores e os podres de cada membro... Coisas bem mais indigestas.

Os seus componentes são apresentados um a um, sempre sob alfinetadas de Mady (Charlotte Rampling em excelente atuação) a poderosa mãe, que dispara contra tudo e todos.
Nada é capaz de satisfazê-la... Antoine (Pascal Elbé) o filho falido, casado com uma nora inteligente, porém, feia em sua concepção. Alice (Mathilde Seigner), a filha-problema, deprimida, artista que vive às voltas com drogas e homens que mal conhece...
Annabelle (Sophie Cattani) a caçulinha, uma enfermeira que tem um amor à profissão admirável e adora ler a sorte da família no tarot...Henri (Patrick Chesnais) o marido, recém-aposentado que vira um estorvo dentro de casa...Mas é o bombeiro mais solicitado, devido às suas relações influentes, para apagar os incêndios familiares....

Tudo ia muito bem, sob a maquiagem materna que insistia em esconder o sol com uma peneira, até que por uma dessas coincidências da vida e dos filmes, surge um segredo do passado materno que abala toda a estrutura familiar...
Jacques de Parentis (Olivier Marchal), um policial em crise existencial e um enorme buraco na alma surge no caminho da filha-problema, trazendo luz para a vida da artista e iluminando a sua própria. Porém, consigo também trouxe o tal segredo. E tudo muda. Na vida de ambos e na vida de toda a família.
Inicia-se aí um rocambole de detalhes, cenas, diálogos que apesar de confusos em alguns momentos, não deixa a desejar e conduz o filme a um desfecho sensível e confortável.

Bastardos Inglórios - 2009




Quentim Tarantino é, para o bem ou para o mal, um diretor de cinema autoral. Todos os seus filmes apresentam uma unidade estética e temática que lhe são características e são facilmente observadas em seu trabalho: a ultraviolência, as citações pop e cinematográficas e o humor corrosivo são como uma assinatura do diretor. Bastardos inglórios (Inglorious Bastards – 2009), seu novo filme tem tudo isso, para o bem e para o mal.

O filme, bem ao seu estilo, apresenta três fios narrativos: o primeiro em 1941, ano em que a França é invadida pelos nazistas e o Coronel Hans Landa (Cristoph Waltz) aborda um fazendeiro à procura de judeus escondidos. Habilmente, o militar encontra os foragidos e mata todos, menos a jovem Shossana Dreyfuss (Mélanie Laurent) que consegue escapar. O segundo foco narrativo mostra a formação dos bastardos inglórios, um grupo especial de soldados americanos de origem judaica liderados pelo Tenente Aldo (apache) Raine (Brad Pitt) que se instala na Europa para tocar o terror entre os nazistas. O terceiro foco junta os todos em um cinema onde ocorrerá uma premiere de filme dirigido pelo próprio Goebbels, onde estará a cúpula nazista incluindo o ditador alemão, Adolf Hitler. Tanto Shossana quanto os bastados inglórios estarão lá para matar a cúpula e acabar com a guerra.

A direção de elenco é, como de costume em seus filmes, excelente. Crstoph Waltz cria uma das personagens mais maquiavélica e divertida do cinema. Pitt e seu caricato Aldo também divertem. O ator parece imitar a boca de Marlon Brando - Dom Corleone em o Poderoso Chefão. Diane Kuger, B.J. Novack,, Daniel Brühl e Mike Myers, em pequena participação completam o elenco.

Bastardos inglórios é o filme mais bem acabado visualmente do diretor. Se Tarantino já em seus filmes anteriores mostrava todo um primor estético em seus enquadramentos e jogos de câmera, nesse mostra uma notável evolução plástica, tendo um cuidado maior com a fotografia, as locações e o figurino.

Se plasticamente o diretor apresenta uma grande evolução, seu texto parece acomodado. Tudo parece desculpa para o diretor mostrar seu talento para diálogos exóticos, citações pop e para criar situações bizarras. Embora tenha momentos excelentes: principalmente os que envolvem o protagonista Pitt e seu antagonista Waltz; e a imensa homenagem que o diretor faz ao cinema, mas no geral a trama é rasa e não convence. A caracterização de algumas personagens e mergulham em clichês, como o americano médio caipira, ou o gentleman inglês ou o oficial nazista malvado. Podia ser melhor.

O filme não chega a decepcionar, mas também não arranca suspiros. Um Tarantino menor.



O elenco e o diretor ao centro

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Deixa Ela Entrar - 2008


Usar o mito do vampirismo como paralelo das dificuldades da vida adolescentes é a grande sacada de filme sueco: Deixa ela Entrar (Låt den Rätte Komma In, 2008) do diretor Tomas Alfredson. Apesar da temática semelhante à saga emo “Crepúsculo”, o filme europeu esbanja qualidades cada vez mais raras no cinema americano: a originalidade e a inteligência.

Com um roteiro que passa longe de lugares comuns, tanto no desenvolver e no tratamento que dá a narrativa e nas conclusões apresentadas; quanto na construção das personagens, que transitam de maneira inteligente entre a fantasia, por conta do viés sobrenatural da historia; e por conta do realismo, por serem absolutamente convincentes.


O filme conta a historia da amizade entre dois jovens de 12 anos: Oskar (Kåre Hedebrant) um garoto solitário que vive apanhando de uns colegas da escola e Eli (Lina Leandersson), uma vampira que apesar de viver a muito tempo, permanece presa em um corpo adolescente. Eli muda-se com um guardião (uma personagem curiosíssima, pois não fica claro sua origem ou sua real identidade, se é pai da garota ou servo), para o prédio que o garoto mora e logo percebe que ele compartilha da mesma solidão que ela. E entre esses dois outsiders se estabelecerá uma sincera amizade cheia de cumplicidade e afeto.

Outro acerto do roteiro, escrito por John Ajvide Lindqvist, é a aposta na inteligência do telespectador. O filme não oferece soluções fáceis para o entendimento do filme. Algumas pistas são reveladas, provocando e incitando a quem assiste.


Ambientado nos subúrbios gelados de Estocolmo e datado em meados dos anos 80, “Deixe ela entrar” apresenta uma fotografia que enfatiza o branco da neve e o sangue das situações violentas que harmonizam com o clima opressor da história.

O filme fez um grande sucesso no ano passado, quando rodou o mundo entre festivais e mostras de cinema e já teve os direitos adquiridos por um estúdio americano, que pretende fazer um remake e começa a ser filmado no mês que vem e será chamado: (Fish Head)??? Bom... Se conseguirem manter 50% da inteligência e da originalidade, Será melhor que a maioria das produções desse tipo .

Murilo Mendes

Abismo


Todos me indicam o caminho contrário.

Bebi na música
E fechei-me a sós com o sonho.

Quando acordei
Haviam destruído os gramafomes
E a treva anterior envolvia a cidade.

O mar passava nos braços
Uma pulseira de mortos.
Abri um pé de magnólia
Dando sombra ao Minotauro.

Desde então
Um peito é zona de guerra,
Fiz um eixo com as estrelas.

A poesia em pára-quedas
Tanto desce como sobe

sábado, 10 de outubro de 2009

10 haicais eróticos

por Roberto Valério Jr.

Putas radioativas
Em noites de lua orgásticas
Gozam cores ativas.

Lábio não lábia.
No canto do encanto.
O falo vos fala...

Lágrimas a brilhar,
Os segredos do teu rabo
Agora vou provar!

Carne da maçã,
Fragrância do pêssego e o
Encanto da romã.

Porra derramada
Faz rio no seu corpo e escorre
Entre pernas amarradas.

Vulva perfumada
Emite abraços avassaladores;
Dor abençoada!

Fim do dia,
Dois corpos se tocam:
Escuro arrepia.

Banco é forte!
O gozo sobe e o sangue desce
Vermelho é sorte?

A dica e de Basho:
- Queres uma boa e venerável trepada?
- Lua de outono.

No escuro molhado
O vermelho me devora
Pulsátil e gozado.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Arnaldo Baptista



A Vida de Arnaldo pós Mutantes é digna de um filme: cheia de dramas, acontecimentos traumáticos e no fim redenção.

Em 1974, logo após sua saída do grupo, lança outro clássico e um dos grandes e mais relevantes discos da música brasileira, “Loki?”. O álbum foi gravado numa velocidade impressionante, as idéias pareciam pular para fora e Arnaldo tinha urgência em gravá-las.



Cheio de letras pessoais, delirantes e melancólicas, o músico parecia tentar exteriorizar todas suas magoas e suas obsessões. O clima do disco e de lamento e dor, ora romântico: boa parte das letras parece ser dirigida à Rita Lee, sua ex-esposa e ex-parceira. Ainda nas letras a traços dos delírios de Arnaldo, suas neuroses sobre viagens interplanetárias, no tempo e suas criticas a sociedade de consumo, suas crises existenciais e desilusões. Um trabalho cheio de imagens fortes, psicodélicas e repletas de sentimento.


Do ponto de vista musical o disco assusta pela sonoridade alcançada. E bem verdade que há alguns problemas técnicos, mas toda a excentricidade de Arnaldo, seu talento para loucura, seu ecletismo fazem de Loki? Um disco impressionante! Arnaldo parece possuído ao tocar seu piano. O disco conta com arranjos do Maestro Rogério Duprat, alem de Arnaldo que tocou pianos e violão teve a participação de Liminha nos baixo, Dinho Lemos na bateria e Rita nos vocais.

O disco é aberto por “Será que eu vou virar bolor”, música cheia de ironia e medo. Depois vem a autobiográfica “não estou nem ai” em que Arnaldo confessa: "Ontem me disseram que um dia eu vou morrer / Mas até lá eu não vou me esconder / Porque eu não estou nem aí pra morte / Não estou nem aí pra sorte / Eu quero mais é decolar toda manhã”.Segue com a irônica: "Vou Me Afundar Na Lingerie”; e com a instrumental: Honky Tonky, música que Arnaldo mostra além de sua capacidade de composição, toda sua destreza como pianista. Depois ainda viria a psicodélica “Cê tá pensando que eu sou Loki”, a desesperada: “Desculpe”; a critica: “Navegar de Novo”; a mais bela canção de amor do rock brasileiro: “Te amo podes crer” e fecha o disco acústica “é Fácil”.





Depois de loki. Os problemas de saúde de Arnaldo se agravaram. Uma forte depressão aliada há um consumo abusivo de drogas pesadas fizeram o músico ser internado diversas vezes nos próximos anos, seu projeto artístico foram perdendo prestigio e confiança. Formou a Patrulha do Espaço, exercitou seu lado hard-rock e gravou “O Elo Perdido” em 1977 e "Faremos uma noitada excelente" em 1978, mas somente lançados em: 1987 o segundo e 1988 o primeiro.




Em 1980, o mutante grava Singing alone. Disco que Arnaldo defende suas convicções musicais, seu apreço obsessivo pela amplificação valvulada, e sua preferência pela guitarra Les Paul e o baixo GS ambos da marca Gibson. Preferências à parte o disco é excelente. Arnaldo se reinventa novamente. Sai do estado visceral e opressivo de loki e mergulha em divagações e loucuras de ordem metafísica e cientificas. O disco contém grandes músicas como: "I fell in love one day, O sol, Bomba H sobre São Paulo, Jesus, come back to earth, Cowboy, Ciborg, corta a jaca e Coming throuth the waves of science”.

O disco só seria lançado em 1982, pois naquele mesmo ano Arnaldo é internado em um hospital por conta de uma séria crise e tenta o suicídio, saltando do de uma das janelas do quarto andar da ala psiquiátrica. Arnaldo fica em coma por meses e o acidente lhe deixa algumas seqüelas permanentes.






Os partir do final do 80, Arnaldo é “redescoberto” por um novo público. Sai um álbum tributo chamado: Sanguinho novo, que artistas como: Akira S, & as garotas que erraram, Sepultura, Fellini, 3 hombres, Vzyadoq Moe, Paulo Miklos, entre outros que  cantam clássicos dos mutantes e de Baptista.



Nos 90 Arnaldo rompe todas as expectativas quanto sua nova limitação física (os médicos afirmaram que ele jamais comporia novamente) e lança Let in bed. O disco tem tudo que se espera de Baptista: Letras geniais e um som com requintes psicodélicos. John Ulhoa do Pato Fu produziu o disco e apresentou uma nova tecnologia ao mestre, que criativamente e honestamente criou um trabalho que: se não genial quanto no passado, honesto e corajoso.
O álbum tem músicas boas, como: a tribal Gurum Gudum, Everybody Think I´m Crazy, LSD, e músicas excelentes como: To Burn or not Burn, Deve Ser Amor e Bailarina.

 


No ano passado o diretor Paulo Henrique Fontanelle lançou “loki- ”Arnaldo Baptista", cinebiografia do mutante. O filme circulou entre os mais importantes festivais de cinema do Brasil, ganhando prêmios de escolha popular no Festival do Rio e na 32ª Mostra internacional de Cinema de São Paulo.




Arnaldo Dias Baptista é um dos maiores gênios da música popular brasileira! É muito bom ver uma pessoa dessa importância receber as devidas homenagens e reconhecimento ainda em vida é maravilhoso e muito especial. Ele ferrou minha cabeça (no melhor sentido possível) e a de muita gente e fará isso por muito tempo, pois ele é aquele tipo de artista que o tempo não limita, sua obra é antemporal. Baptista tem uma obra inventiva, criativa, pessoal, honesta e poética.

Arnaldo mergulhou fundo na loucura e voltou para nos mostrar o paradoxo que é: um lugar assustador e triste ao mesmo tempo belo, mágico e feliz.

Arnaldo Baptista em "Não estou nem aí" -

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Mutantes - A Superação do Tropicalismo, A Consagração da Banda e o Fim.



Os anos 70 marcaram o fim do envolvimento dos mutantes com os preceitos tropicalistas. A banda alcançou a maturidade e procura incessantemente um som mais pessoal e desenvolve um trabalho mais voltado para o rock and roll. Em um primeiro momento mais voltado para o psicodelismo, e depois mais próximo ao progressivo.

Em 1970 a banda lançou outro clássico: A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado. Duprat novamente assume os arranjos e Arnaldo parece em estado de graça. Quase todas as composições são de Arnaldo em parceira com Rita e outros eventuais parceiros.




O disco tem 11 músicas e vários clássicos entre elas: Ando meio desligado, o maior sucesso do conjunto, a herege Ave Lúcifer, as divertidas quem tem medo de brincar de amor, Hey Boy, as regravações de preciso urgentemente encontrar um amigo de Roberto e Erasmo, Chão de Estrelas, clássico samba de Orestes Barbosa e Silvio Caldas, e as viajantes: Jogo de Calçada, Haleluiah e Oh! Mulher Infiel.




Em 1971, os mutantes lançam seu último grande disco: O Jardim Elétrico.O disco é mais pesado e mais variado e reflete bem o momento confuso que o grupo vivia. As brigas entre Arnaldo e Rita, os abuso das drogas de Arnaldo resultaram em um disco cheio de grandes momentos e grandes clássicos da música brasileira. Um verdadeiro caldeirão musical. Musica de macumba, bossa nova, blues, balada, rock pesado e psicodelismo tudo misturado e servido em generosas porções.



O disco abre com a maluca top-top, passa pela melancólica Benvinda, A Syd barretiana Technocolor, as psicodélicas El justiceiro, Its Very Nice pra Xuxu e Portugal de Navio, Depois a Beatleniana Virginia, Jardim Elétrico, Lady Lady, Sarava e fecha com a versão bossa nova de Baby De Caetano Veloso.






Em 1972 sai Mutantes e Seus Cometas no País do Baurets, disco com uma levada bem progressiva e o mais irregular da banda, mas ainda sim um excelente disco. No disco destacam-se as músicas: A balada do Louco, outro grande hit da banda, vida de cachorro, a hora e vez do cabelo crescer, e posso perder minha mulher minha mãe, desde que eu tenha o meu rock and roll.






Nesse mesmo ano o grupa lança: Hoje é o Primeiro Dia do Resto de Sua Vida, disco creditado apenas a Rita Lee. O álbum foi o ultimo gravado com a formação clássica dos mutantes e bem irregular também. Rita sai da banda e da vida de Arnaldo de uma maneira desgastada e tumultuada.


Arnaldo ainda Gravaria com os mutantes O A e o Z em 1974, mas o disco só seria lançado em 1999. Reza a lenda que todas as faixas foram compostas sob a influencia de lsd. O disco é bem viajante mesmo. Eu como não partidário de música progressiva, fico fora dessa.


Com uma depressão profunda pelo fim do casamento com Rita e pelo abuso do uso de drogas, Arnaldo sai da banda. Serginho ainda lançaria: Tudo foi feito pelo Sol,  último disco da banda, mas sem o brilho das dos discos passados.





Assim terminou a história da Maior banda de rock do Brasil e uma das maiores do mundo.
A seguir: Arnaldo solo.


Os Mutantes - Portugal de navio

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Lançamentos DVD - Outubro - Califórnia Filmes





TÍTULO ORIGINAL: Giallo
TÍTULO EM PORTUGUÊS: Giallo – Reféns do Medo

SINOPSE: A modelo americana Celine (Elsa Pataky) é seqüestrada em Milão durante a Semana da Moda pelo serial killer conhecido como Giallo, conhecido por fazer suas vitimas passarem por um verdadeiro calvário. Linda (Emmanuelle Seigner), irmã de Celine, deixa o assunto nas mãos do inspetor Enzo Lavia (Adrien Brody), que deverá encontrar a garota antes que ela sofra o terrível final das vitimas anteriores.

ELENCO: Adrien Brody (vencedor do Oscar por “O Pianista”), Emmanuelle Seigner, Elsa Pataky, Silvia Spross, Byron Deidra, Robert Miano.
DIREÇÃO: Dario Argento (Suspiria, Terror na Ópera)
GÊNERO: Thriller
ANO DE PRODUÇÃO: 2009
PAÍS DE ORIGEM: Itália / EUA
DATA DE ENTREGA: 07 de Outubro – Lançamento exclusivo em Home Video

TÍTULO ORIGINAL: Mesrine: L'instinct de mort
TÍTULO EM PORTUGUÊS: Inimigo Público nº 1 – Instinto de Morte

SINOPSE: Jacques Mesrine (Vincent Cassel), o último dos lendários gângsters franceses, foi declarado inimigo nº1 durante toda sua vida. Sua morte espetacular, crivado de balas de policiais em uma emboscada no meio de Paris, foi o toque final para coroar sua trajetória. Quase trinta anos após sua retirada em 1979, o mito de Jacques Mesrine continua vivo. Agora, pela primeira vez, um projeto ambicioso traz sua vida às telas do cinema. Ao mesmo tempo um thriller e uma biografia épica, o filme mantém o máximo de fidelidade possível à realidade. Longe de tornar Mesrine um herói ou um modelo de vida, o longa faz um retrato da complexidade da figura de Mesrine, incluindo seus aspectos mais obscuros. O que se revela dessa história é o homem por trás do ícone. Essa é a primeira parte do filme, que ainda conta com um segundo filme.

ELENCO: Vincent Cassel, Cécile de France, Gerard Depardieu, Gilles Lellouche
DIREÇÃO: Jean-François Richet
GÊNERO: Ação
ANO DE PRODUÇÃO: 2008
PAÍS DE ORIGEM: França
DATA DE ENTREGA: 14 de Outubro – Lançamento após sucesso nos Cinemas

TÍTULO ORIGINAL: Serbian Scars
TÍTULO EM PORTUGUÊS: Cicatrizes do Terror

SINOPSE: Acreditando que seu pai está à beira da morte e precisando de um transplante de rins, Alex Obilich, um soldado sérvio, vai para Chicago esperando encontrar seu irmão mais velho, Peter, num esforço para salvar seu pai. Peter fugiu da Sérvia com sua mãe há anos, deixando para trás seu irmão e seu pai lutando na guerra – sem saber seus destinos.
Alex procura desesperadamente por seu irmão com a ajuda de Maria, uma garota americana. O que Alex não sabe é que seu pai está sendo usado como uma ferramenta pelo terrorista chamado Dreq, o qual acredita que Peter tem a chave para uma arma devastadora que seu pai desenvolveu anos atrás.

ELENCO: Jana Milic, Vladimir Rajcic, Michael Madsen, Mark Dacascos, Claudia Christian
DIREÇÃO: Brent Huff
GÊNERO: Ação
ANO DE PRODUÇÃO: 2009
PAÍS DE ORIGEM: USA
DATA DE ENTREGA: 14 de Outubro – Lançamento exclusivo em Home Video

TÍTULO ORIGINAL: The Echo
TÍTULO EM PORTUGUÊS: Ecos do Mal

SINOPSE: O ex-presidiário Bobby Reynolds planeja uma nova vida para ele arrumando um emprego, reencontrando sua bela namorada e mudando-se para o apartamento de sua mãe, vago desde a sua morte. Ao chegar, é logo afligido por estranhos acontecimentos no apartamento e bizarros encontros com seus vizinhos. Quando começa a investigar o que está acontecendo, Bobby descobre que sua mãe morreu em circunstâncias suspeitas e começa a ficar claro para que a morte está de alguma forma ligada aos moradores do prédio. Enquanto luta para descobrir a verdade, segredos terríveis são revelados e Bobby precisa encontrar uma maneira de lutar contra os ecos do passado antes deles matarem a ele e aqueles que ele ama.

ELENCO: Jessé Bradford, Amélia Warner, Jamie Bloch, Iza Calzado, Kevin Durand
DIREÇÃO: Yam Laranas
GÊNERO: Thriller
ANO DE PRODUÇÃO: 2008
PAÍS DE ORIGEM: EUA
DATA DE ENTREGA: 21 de Outubro – Lançamento exclusivo em Home Video

TÍTULO ORIGINAL: Les Hauts Murs
TÍTULO EM PORTUGUÊS: Entre os Muros da Prisão

SINOPSE: Yves Treguier é um órfão de 14 anos na França dos anos 30 que já passou por várias casas de correção durante a infância. Assim que ele se vê em uma dessas “escolas”, prédios austeros cercados por altos muros, Yves, o rei da fuga e terno sonhador, tem apenas uma idéia em sua mente: fugir para o porto e pegar um navio para Nova York...

ELENCO: Emile Berling, Carole Bouquet, François Damiens, Pascal N´Zonzi, Michel Jonasz, Catherine Jacob
DIREÇÃO: Christian Faure
GÊNERO: Aventura
ANO DE PRODUÇÃO: 2008
PAÍS DE ORIGEM: França
DATA DE ENTREGA: 21 de Outubro