quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

No Tempo Das Guitarras

HOUSE OF LOVE - Christine



Christine - Still walking at me
Still talking at me
Christine - Such a sense of loss
and the baby cried
Christine
Christine

And the whole world dragged us down
The whole world turned aside

Christine - You're in deep, pristine
With a god -l ike glow
Christine - Christine - Heart and the glory and me
Chaos and the big sea

Christine - Still walking at me
Still talking at me
Christine
Christine
Christine

And the whole world dragged us down
Not a sonnet not a sound
And the whole world turned aside
The cruelest hand just turned an eye

Christine

After Hours

Velvet Underground - After Hours


1-2-3

If you close the door, the night could last forever
Keep the sunshine out and say hello to never
All the people are dancing and they're havin such fun
I wish it could happen to me
but if you close the door, I'd never have to see the day again.

If you close the door, the night could last forever,
Leave the wineglass out and drink a toast to never
Oh, someday I know someone will look into my eyes
and say hello - you're my very special one-
but if you close the door, I'd never have to see the day again.

Dark cloudy bars
Shiny Cadillac carsand the people on subways and trains
Looking gray in the rain
As they stand disarrayed
All the people look well in the dark

And if you close the door, the night could last
forever.
Leave the sunshine out and say hello to never
all the people are dancing and they're having such fun
I wish it could happen to me
'Cause if you close the door, I'd never have to see the day again.
I'd never have to see the day again.(once more)
I'd never have to see the day again.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

7º Sinfonia - 2º Movimento - Allegretto


A sétima sinfonia de Beethoven não compartilha o mesmo prestígio de suas irmãs a 3 e a 9, mas na opinião desse que vos fala ela é grandiosamente maravilhosa, ou até melhor, subjetivamente falando.

Ela foi composta entre 1811 e 1812, período em que o músico começava a apresentar severos problemas de saúde(inclusive a sua famosa surdez)e problemas matrimoniais que refletiram poeticamente transbordando de emoção e sentimentos à música, e por essa subjetividade é uma das mais representativas do Romantismo, esteticamente falando.

Allegetto, seu segundo movimento é maravilhoso. Começa sublime e harmonioso, vai ficando intenso, até encontrar a apoteose triunfante.

A baixo ouviremos parte dessa Obra de Arte na cena final do filme Irreversível de franco-argentino Gaspar Noé. Na verdade é o começo do filme do ponto de vista cronológico, e de bônus , Mônica Bellucci, outra Obra de Arte na paisagem .

domingo, 25 de janeiro de 2009

Day in, Day out


Control, filmaço de Anton Corbijn que retrata a curta, porém intensa carreira de Ian Curtis vocalista do Joy Division, uma das mais influentes bandas de rock da história da música.

Tudo funciona muito bem nesse filme a começar pelo elenco afinadíssimo. Destaque para Samatha Morton, que dá corpo para Deborah Curtis, esposa do cantor, e o novato Sam Riley, em uma atuação visceral e muito convincente de Ian Curtis, além de possuir uma semelhança incrível com o cantor.

A Manchester retratada no filme excelentemente fotografada em preto e branco realça junto às músicas soturnas da banda ainda mais a angústia do cantor.

Outra qualidade do filme e o viés humano que conferem ao cantor, ao contrário da maioria dos filmes sobre os astros da música que os colocam como sobre humanos e glamorosos, o filme nos mostra um Ian Curtis Frágil, sem confiança e incapaz de tomar uma atitude sobre sua vida pessoal. Juntando isso ao estranhamento ao sucesso, em um momento de fraqueza o cantor tira a própria vida.

Ian Curtis foi um artista, como tantos outros, que não conseguiu sobreviver à pressão capitalista que são infligidas a algumas dessas pessoas que as vezes que têm que deixar a humanidade de lado para viver esse mundo de ilusões chamado show business.


Abaixo o Joy Division do filme em cena do mesmo tocando Dead Souls, clássico absoluto da banda.

Joy Division - Dead Souls (Performance From "Control")



As letras do Ian Curtis eram à cima da média das bandas de rock da época.
confira abaixo a letra da música acima.

Almas Mortas

Alguém afaste estes sonhos
e me direcione para outro dia
um duelo de personalidades
estas estranhas, antigas, verdadeiras realidades
e continuam a me chamar
eles continuam a me chamar
continuam a me chamar
eles continuam a me chamar

Quando vultos do passado assomam
e vozes zombeteiras ressoam no corredor
templo imperialista
conquistadores que pegaram sua parte
e continuam a me chamar
eles continuam a me chamar
continuam a me chamar
eles continuam a me chamar

Me chamando, me chamando
eles continuam a me chamar
continuam a me chamar
eles continuam a me chamar
eles continuam a me chamar

Confiança - 1990

Confiança


O cinema independente, como sugere o nome, é um modelo de cinema que se posiciona fora do convencional, do estabelecido, o que teoricamente lhe conferirá uma liberdade para confecção dos filmes tanto na forma quanto no conteúdo.
O cinema de autor foi um termo cunhado para atestar a máxima autoria de um diretor sobre um filme.
Ninguém no cinema americano moderno se encaixa tão bem nas definições acima como Hal Hartley.

Ele já foi comparado a Jean-Luc Godard, e têm na bagagem alguns dos melhores filmes dos últimos 20 anos, o qual o principal foi Confiança (Trust) de 1990 com Martin Donovan, grande colaborador do diretor, e Adrienne Shelly no papeis principais.

O filme retrata o relacionamento nada convencional de um rapaz com um temperamento explosivo e violento Matthew(Donovan) e uma pós-adolescente grávida e ingênua Maria(Shelly), que ao contar para seus pais sua situação acaba provocando um enfarto fulminante no pai, o que a enche de culpa.

A trama em si não diz nada de novo, muitos cineastas já contaram sobre personagens outsiders, fora do amercian way of live e suas desilusões, mas a abordagem de Hartley e extremamente original ao insistir em uma interpretação antinatural e exaltando a banalidade existencial das personagens suburbanas do filme.

O tempo parece amarrado e as personagens mal conseguem se comunicar. Os diálogos (que são o que há de melhor no filme), começam de forma desorganizada, sobre efemeridades que mais parecem mais uma competição entre os debatedores. Parecem que não vão dar em lugar nenhum, quando de repente, como um insight nasce uma revelação, com quase sempre com um viés filosófico, que provoca em quem está assistindo a reflexão e quase sempre leva a um sorriso. Não aquele sorriso de alegria de contentamento, mas aquele nervoso, no canto da boca pela estranheza por vemos o quanto nossa vida é pontuada por momentos sem sentido, mas juntando todos esses pontos, às vezes, conseguimos encontrar uma resposta.

Confiança é Cinema com “C” maiúsculo.
P.S.: A atriz Adrianne Shelly que viria a ser tornar um diretora promissora dirigindo o notável" A Garçonete" em 2007 foi assassinada em 2006 vítima de um assalto em seu escritório aos 40 anos.

Trust – Ing/Usa - 1990 - Diretor:Hal HartleyElenco: Adrienne Shely, Martin Donovan, Merrit Nelson, John Mackay, Edie Falco, Gary Sauer, Matt Malloy, Suzanne Costollos.

Abaixo uma das melhores cenas do filme, infelizmente legendada em espanhol, mas da para entender bem.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

O Homem Oco

Retrato do poetaT.S Eliot pelo pintor Wyndham Lewis.


Thomas Stearns ou simplesmente T S. Eliot foi uma das maiores vozes da poesia de língua inglesa no século XX. Nascido nos EUA, Missouri em 1888, mas radicalizado na Inglaterra, onde morreu em Londres 1965, dizia que sua poesia só era possível pela junção desses fatores. “Sua força emocional vinha desse encontro”, como ele dizia.

Ganhou em 1948 o prêmio Nobel e é considerado a lado de W.B Yates, Erza Pound e James Joyce os maiores inovadores da literatura inglesa do século passado.

Sua obra e dividida em três fases: A primeira constitui uma crítica geral à cultura da época; na segunda etapa, essa mesma crítica se volta para o passado histórico da Europa. O terceiro período, marcado por uma visão religiosa da existência.

Em o “O Homem Oco” , um de seus poemas mais famosos e mais bem acabados, vemos alegorias que refletem conflituosamente o seu lado religioso e o social. O poema é repleto de reflexões filosóficas e nele vemos referência direta a Dante Alighieri.



Os homens ocos
"A penny for the Old Guy"(Um pêni para o Velho Guy)

Nós somos os homens ocos
Os homens empalhados
Uns nos outros amparados
O elmo cheio de nada.
Ai de nós!
Nossas vozes dessecadas,
Quando juntos sussurramos,
São quietas e inexpressas
Como o vento na relva seca
Ou pés de ratos sobre cacos

Em nossa adega evaporada
Fôrma sem forma, sombra sem cor

Força paralisada, gesto sem vigor;
Aqueles que atravessaram
de olhos retos, para o outro reino da morte
Nos recordam - se o fazem - não como violentas
Almas danadas, mas apenas
Como os homens ocos
Os homens empalhados.

II

Os olhos que temo encontrar em sonhos
No reino de sonho da morte
Estes não aparecem:
Lá, os olhos são como a lâmina
Do sol nos ossos de uma coluna
Lá, uma árvore brande os ramos
E as vozes estão no frêmito
Do vento que está cantando
Mais distantes e solenes
Que uma estrela agonizante.

Que eu demais não me aproxime
Do reino de sonho da morte
Que eu possa trajar ainda
Esses tácitos disfarces
Pele de rato, plumas de corvo, estacas cruzadas
E comportar-me num campo
Como o vento se comporta
Nem mais um passo

- Não este encontro derradeiro
No reino crepuscular

III

Esta é a terra morta
Esta é a terra do cacto
Aqui as imagens de pedra
Estão eretas, aqui recebem elas
A súplica da mão de um morto
Sob o lampejo de uma estrela agonizante.

E nisto consiste
O outro reino da morte:
Despertando sozinhos
À hora em que estamos
Trêmulos de ternura
Os lábios que beijariam
Rezam as pedras quebradas.

IV

Os olhos não estão aqui
Aqui os olhos não brilham
Neste vale de estrelas tíbiasNeste vale desvalido
Esta mandíbula em ruínas de nossos reinos perdidos

Neste último sítio de encontros
Juntos tateamos
Todos à fala esquivos
Reunidos na praia do túrgido rio

Sem nada ver, a não ser
Que os olhos reapareçam
Como a estrela perpétua
Rosa multifoliada
Do reino em sombras da morte
A única esperançaDe homens vazios.

V

Aqui rondamos a figueira-brava
Figueira-brava figueira-brava
Aqui rondamos a figueira-brava
Às cinco em ponto da madrugada

Entre a idéia
E a realidade
Entre o movimento
E a ação
Tomba a Sombra
Porque Teu é o Reino

Entre a concepção
E a criação
Entre a emoção
E a reação
Tomba a Sombra
A vida é muito longa

Entre o desejo
E o espasmo
Entre a potência
E a existência
Entre a essência
E a descendência
Tomba a Sombra
PorqueTeu é o Reino
Porque Teu é
A vida é
Porque Teu é o

Assim expira o mundo
Assim expira o mundo
Assim expira o mundo
Não com uma explosão, mas com um suspiro.

Chora Pixinguinha

Se caso tivesse nascido nos Estados Unidos ou na Europa, Alfredo da Rocha Vianna Jr. (1897 - 1973), o Pixinguinha, já teria filmes retratando sua vida, seu rosto estamparia camisetas e praças teriam seu nome, tal é a importância de sua obra para música. Em especial à brasileira, da qual e considerado um dos seus inventores.

Autodidata, foi garoto prodígio. Aos 12 anos tocava cavaco, aos 13 passou para o bombardino e a flauta(instrumento que o consagraria) e já velho passaria para saxofone. Além da habilidade com os instrumentos, foi um grande compositor e arranjador. Foi também um grande pesquisador, o que lhe daria substrato para inserir inovações na música que viria criar.

O Choro não era um gênero novo. Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e até Villa-Lobos já o haviam representado, mas foi nas mãos de Pixinguina que encontrou sua forma definitiva.

Sem dúvidas, um dos divisores de água da sua carreira foi a viagem que fez à Paris, França em uma turnê para divulgar a música brasileira com "os oito batutas", conjunto que o acompanhava. Lá ficou 6 meses e teve contato com a música europeia moderna e com jazz americano, que junto com suas raízes, fundiram-se criando assim uma nova, original e genuína forma de fazer música.

Degustem agora "carinhosos", o verdadeiro hino do Brasil.




quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Vai Tomar No Cool!

Tá bom. O Serge Gainsbourg foi, é e sempre será mais cool que o Belle & Sebastian

Serge Gainsbourg - la javanaise

Rock da Escócia

Alba em Gaélico Escocês(língua que os Celtas falavam) é Escócia, país localizado ao norte da Inglaterra, isso todo mundo sabe.

Mas se você pensa que só Whisky, petróleo, Highlander e zagueiro butinudo vêm de lá, você esta mais por fora que bunda de índio, cara pálida...

Algumas das bandas de rock mais legais da história são naturais de lá.
Aqui uma listinha com cinco delas:
Jesus & Mary Chain - uma das minhas bandas do coração.
Teenage Fanclub - na opinião do Kurt Cobain, era a melhor banda de rock do mundo.
Cocteau Twins - se você não acredita em anjos é porque nunca ouviu a voz da Liz Fraizer.
Primal Scream – Música dançante, mas sem a obviedade presente no segmento.
Belle & Sebastian – Nada no mundo é mais cool que eles.

Belle & Sebastian - Poupée De Cire, Poupée De Son

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Calvin and Hobbes


Boa Calvin...Muito boa ideia....as pessoas realmente precisam de um pouco de surrealismo.


Para quem não gostou da voz do Calvin, como eu, a versão tirinha.

O Fim Da Era De Trevas Bush

Uma eleição ganha no tapetão, duas guerras injustificáveis e imorais, um rombo de USD 10 tri nas dívidas públicas, violação dos direitos individuais como: prisões secretas sem acusações e tortura de prisioneiros de guerra em Guantánamo, atos de desrespeito a ONU, bloqueio de acordos contra o aquecimento global como a recusa da assinatura do protocolo de kyoto, ufa ....

Uma sapatada na cabeça seria pouco.
Vai com Deus George W.Bush....
O mundo vai acordar mais seguro sem você.

domingo, 18 de janeiro de 2009

E Fez-se A Luz


É tentador ter um blog!

Ter esse espaço para falar de coisas que gosto ou não, criticar, dar opiniões e circular idéias sem intenção de estar certo para quem quiser que esteja lendo, ou não.
Dar um "oi" para o mundo e ver se ele responde.

Já sou participante passivo desse universo virtual há anos. Leio alguns blogs que, de uma forma ou outra, me fizeram tomar gosto pela coisa e agora resolvi passar para o outro lado. Chega de só ler (ouvir), agora vou também escrever (falar)!

Não gostaria de limitar os assuntos a serem comentados, pois acho que com o tempo o "Delicadamente Mal-Educado" vai tomar seu rumo e achar seu caminho, porém é natural que arte, cultura, ciência, política e filosofia sejam os assuntos mais abordados, pois são os que mais me interessam.

E fez-se a luz...